“FOGO AMIGO”: VICE-GOVERNADOR ADMITE QUE AMAPÁ PERDE R$ 5 BILHÕES POR FALTA DE POLÍTICA ECONÔMICA
“Fogo Amigo”: Vice-governador admite que Amapá perde R$ 5 bilhões por falta de política econômica
Subtítulo: Teles Jr. reconhece que estado “exporta” riqueza ao importar alimentos; abandono de obras estruturantes e feiras precárias explicam o esvaziamento da economia local.
A economia do Amapá vive um paradoxo: enquanto o discurso oficial fala em “desenvolvimento”, a realidade dos números e o estado das obras públicas revelam um estado que perde bilhões por falta de gestão. Em um vídeo publicado recentemente, o vice-governador Teles Jr. admitiu o que a população sente no dia a dia: o Amapá não possui uma política pública eficaz de desenvolvimento econômico.
Segundo o vice-governador, a projeção para 2025 é de que mais de R$ 5 bilhões deixem de circular na economia local. O motivo é a dependência externa: o estado continua comprando de outras regiões alimentos e produtos primários que poderiam ser produzidos em solo amapaense. Essa crítica, vinda de dentro do próprio governo, valida as cobranças sobre o custo de vida elevado e a falta de emprego no estado.
Obras “Fantasmas”: O retrato do descaso
A falta de prioridade administrativa é visível na infraestrutura. Três exemplos escancaram como o dinheiro público é desperdiçado enquanto o produtor local padece:
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Central de Abastecimento de Porto Grande: Contratada em 2006 e paralisada em 2013, a estrutura está hoje abandonada, saqueada e ocupada por famílias, representando um completo desperdício de recursos.
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Recursos Travados: Existem recursos federais garantidos desde 2023, como os R$ 47.841.475,00 destinados à Central de Abastecimento do Estado, mas a obra segue travada.
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Promessas sem Entrega: Projetos como a Feira do Produtor do Jardim Açucena (R$ 2,4 milhões) e a Feira do Produtor e Empreendedor do Macapaba — anunciada com capacidade para 240 empreendedores em 2022 — ainda não saíram do papel.
Feiras em condições precárias
Além das obras que não terminam, as que estão em funcionamento sofrem com o abandono. Exemplo disso é a Feira do Buritizal, que opera sem cobertura adequada, higiene, água, energia ou câmaras frias.
Especialistas e parlamentares reforçam que feiras e centrais de abastecimento não são apenas “obras bonitas”, mas estratégias vitais de economia. Elas reduzem o custo dos alimentos ao ligar diretamente quem produz a quem consome, garantindo renda para o produtor e comida mais barata na mesa do cidadão.
O cenário atual mostra que o Amapá não sofre por falta de discurso ou de recursos, mas por falta de gestão e compromisso real com o desenvolvimento regional.
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#Amapá: Denúncia sobre os R$ 5 bilhões perdidos.
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#Economia: O impacto da falta de feiras no preço dos alimentos.
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#Fiscalização: Deputado RNelson cobra a conclusão da Central de Porto Grande.







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