Saúde Terceirizada: O Ralo do Dinheiro Público e a Precarização do Servidor
O cenário da saúde pública no Amapá atravessa um momento crítico de falta de transparência e desvalorização profissional. Em debate recente no Fala R-Cast, foram expostos os mecanismos que utilizam fundações e a terceirização desenfreada para drenar recursos que deveriam chegar à ponta do sistema: o atendimento à população e o bolso do trabalhador.
💸 O Labirinto dos Bilhões
Atualmente, os gastos da Secretaria de Estado da Saúde (SESA) ultrapassam a marca de R$ 3 bilhões, enquanto o orçamento anual previsto gira em torno de R$ 1,7 bilhão. Essa disparidade levanta um questionamento urgente: para onde está indo esse dinheiro?
A resposta, infelizmente, passa pela criação de estruturas como a FUNDESA, apontada como uma fundação sem utilidade prática real, servindo apenas para intermediar contratos que precarizam a mão de obra.
📉 Servidor no Limite
Enquanto os bilhões circulam em contratos terceirizados, o servidor público da saúde amarga:
- Data-base zero: Mais um ano sem reposição salarial.
- Perdas acumuladas: Uma defasagem que chega a 48,67%.
- Falta de Diálogo: Protocolos enviados a diversas secretarias seguem sem resposta efetiva por parte do governo.
⚖️ Nossa Luta Continua
Não podemos aceitar que a saúde seja tratada como mercadoria, onde empresas lucram e o trabalhador recebe salários menores — ou muitas vezes nem recebe. Reivindicamos o realinhamento da tabela salarial e a reposição imediata de 15% da data-base.
”Quem cuida da nossa gente merece respeito, salário digno e condições de trabalho. Vamos continuar cobrando transparência e justiça para os profissionais da saúde!” — Deputado R. Nelson




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