🐢 Serra do Navio: Onde o Tempo Parou (e o Governo Também)
Por: Equipe R.Nelson
Se você busca emoções fortes e grandes transformações urbanas, talvez Serra do Navio não seja o lugar ideal no momento — a menos que seu hobby seja observar o crescimento do mato em prédios públicos ou o desbotar lento da tinta de uma pracinha.
Nossa equipe esteve no município e o cenário é de um minimalismo administrativo impressionante. Enquanto o tempo voa, as obras do Governo Clécio parecem ter adotado o “ritmo de quelônio”: devagar, quase parando, e com uma preguiça de dar inveja.
🚔 Segurança Pública ou Cenário de Filme de Terror?
A primeira parada foi na Companhia da Polícia Militar. O prédio, que deveria ser um símbolo de proteção, hoje é um monumento ao abandono. Entre grades enferrujadas e pilhas de materiais de construção que parecem ter virado fósseis, a única coisa que cresce ali é o mato.
- [Sugestão de Colagem: Foto do prédio da PM com o “Meme da Tartaruga Cansada” de mochila nas costas, tentando subir o degrau da delegacia com o balão de fala: “Calma, gente, tô chegando com a reforma… desde 2023!”]

🎈 A Pracinha de Um Milhão de Reais
Depois de muito procurar, finalmente achamos! Uma obra! Uma praça revitalizada. Mas não se engane pelo brilho das cores primárias nos brinquedos.
Custo: Mais de R$ 1.000.000,00.
Prazo original: 60 dias (estourado desde novembro do ano passado).
O que foi feito: Pintura, um pouco de areia e alguns brinquedos novos.
Para o governo, parece que uma mão de tinta e um balanço novo justificam o deslocamento de todo o staff de Macapá para uma inauguração pomposa. É a política do “muito barulho por pouco balanço”.
📊 Análise Técnica: O Custo do Abandono
Em termos estruturantes, Serra do Navio está no escuro. Saúde, educação e infraestrutura pesada ficaram no papel. Gastar vultosas quantias em reformas superficiais enquanto serviços essenciais definham é, no mínimo, uma gestão de prioridades invertida.
A “obra” mais visível na cidade hoje é a paciência do povo, que continua sendo testada a cada dia que passa sem investimentos reais em segurança e qualidade de vida.




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